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Mostrando postagens de agosto, 2023

A nossa democracia nasce nos salões de cabeleireiros - Conto

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 A nossa democracia nasce nos salões de cabeleireiros - Conto                O sistema político falho, embora inovador de que usufruímos foi criado há alguns milênios atrás em uma resplendorosa cidade-estado que ainda conserva o mesmo nome e alguns esqueletos dos gigantes arquitetônicos que erigiu. A democracia ateniense segundo o viés contemporâneo é excludente, entretanto não pode receber outro epíteto que não seja vanguardista, porque mesmo que alguns detalhes nos pareçam arcaicos é vital recordar que foram tais mármores que lapidamos e persistimos lapidando. Tendo tal em vista é lógico a importância do franzino menino, afinal ele escorado em um salão qualquer de cabelereiro rente as muralhas estava a realizar os primeiros censos políticos. Eles que alguns milênios adiante seriam fundamentais para que políticos triunfassem e ruíssem antes que um único voto sequer fosse oficializado. Estava, enfim se modelando o poderio das abstratas...

Paris para mim - O lar do monstro da Revolução Francesa

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 Paris para mim - O lar do monstro da Revolução Francesa A Revolução Francesa é sobretudo uma conquista humanitária, quando um farol se soergue das enlameadas trevas do absolutismo para sinalizar para toda a humanidade onde a fomentada evolução se assenta. Propiciando que cada centelha solitária ainda à deriva na vastidão do obscuro mar da ignorância, logo navegue para onde a utopia é um desígnio cobiçado ao invés de uma sátira burlesca. Não obstante, nem os iluministas que acendem as labaredas e muito menos aqueles refugiados visionários que se resguardam na França possuem algum controle sobre a própria realização, ou seja, tudo desde a nascente liberdade até os insólitos direitos adquiridos são de absoluto domínio público a fim de que cada extraordinário conhecimento ou ideia bruta seja lapidado pela sociedade, no entanto, além das virtudes, também existem os vícios e o mesmo preceito se aplica a tal. Recordemos, que a revolução é o acumulo de uma miríade de revoltas que rod...

Paris para mim - A popular Praça da Revolução

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 Paris para mim - A popular Praça da Revolução Como já enfatizado de antemão, esta praça a qual tantos epítetos incidem sempre persiste fiel ao mesmo desígnio sendo o coração de onde todo o sangue francês eflui, sendo assim, apesar de esporadicamente parecer desfigurada, na realidade, ela está somente em uma metamorfose, portanto seja uma larva ou uma borboleta é indubitável que o âmago se conserva puro, porque, por fim, independente de todos os laivos e arranhões da concha a pérola ainda é tão refulgente e nívea como de praxe. Contudo, seja dito de passagem, que a evolução não é linear e tampouco universal, por isso uma borboleta não significa em todos os âmbitos progresso. Tendo em consideração que, por vezes, ela pode ostentar os mais formosos atavios dourados que fulguram como o próprio sol, contudo até ele como evidencia Faetonte está sujeito a despencar, isto é, todas as instigantes ideias fomentadas pelo iluminismo que traz consigo a liberdade para voejar segundo o bel-pra...

Paris para mim - A precursora Praça Louis XV

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 Paris para mim - A precursora Praça Louis XV                No princípio, o que viria a se consagrar como a maior praça parisiense e outrossim uma instigante reflexão da Marriane vigorante que é espelhada no rio Sena que delimita a fronteira dianteira, na realidade, era somente uma ainda despretensiosa idealização de erigir uma estátua equestre para o rei hodiernamente assentado sobre o poder que havia se apossado de uma magnífica convalescença, após ser acometido por uma súbita enfermidade em Metz.             Sendo assim, é instaurado um concurso para que primordialmente seja elencado o melhor espaço na capital francesa para tal finalidade o que, depois de muito ponderar se atinge o consenso que seria onde ela personificaria uma espécie de opulente transição arquitetônica entre as majestosas fortificações palacianas das Tulherias, bem como do farfalhar que percorre as folhagens v...

Paris para mim – A praça dos três nomes

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 Paris para mim – A praça dos três nomes           Paris , talvez como nenhum outro lugar existente na excêntrica humanidade, está passível as caprichosas metamorfoses do volúvel destino que elege três juízes para superintendê-lo aos moldes do Submundo em que Minos, Éaco, Radamento, todos reis e semideuses que, após lograr triunfos e tormentos em vida são sábios e expeditos o bastante para julgar em morte o outrem. Ao passo que, os árbitros terrenos penam para conquistar tal primazia, porque enquanto o tempo é imparcial e a natureza pragmática, logo o homem se revela intempestivo conduzindo a humanidade com rédeas curtas e uma enfática propensão a desconsiderar todas as carruagens posteriores, pois ele é essencialmente um pertinaz déspota ao invés de um sensato guia, ou seja, bem como Faetonte manejamos o mais precioso patrimônio acrônico da mesma forma que um imaturo petiz brinca com um mero joguete. Quiçá, esteja cá a preponderante causa de todos...

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