Áustria – Um pseudônimo para Europa
Áustria – Um pseudônimo para Europa
A Áustria ou Österreich, como se autodenomina em sua língua nativa, é uma bela terra
imperial encravada no meio da Europa e integralmente delineada por ela.
Desprovida de litoral e afastada de Poseidon, ela até aparenta estar
encarcerada em uma gaiola montanhosa, mas eu prefiro acreditar que os Alpes são
a nívea coroa pétrea com que a Áustria é coroada, visto que nada é mais
suntuoso para um país já majestoso do que a cordilheira mais célebre do mundo.
A Áustria é
uma nação que engloba uma miríade de estereótipos europeus por causa de um
paradoxo cultural. Tendo em vista, que a Europa é intrinsecamente austríaca, ao
passo que a Áustria não é somente europeia, como constata-se ao contemplá-la
melhor por baixo das sombras alpinas onde ela se esgueira para valsar. Aliás, a
valsa essa elegante dança tão típica do imaginário austríaco, logo é reclamada,
outrossim pela própria Europa que a considera um legado universal de todo o
Velho Continente.
Imponente
demais para se submeter a nascente Confederação Germânica que posteriormente
culminaria no que conhecemos como Alemanha, a Áustria também organiza um
esplendoroso império que se notabiliza como Austro-Húngaro cuja nomenclatura já
esclarece tratar-se da combinação da Áustria com a Hungria. Comandado pela
dinastia Habsburgo que se prolifera por toda a Europa, conquanto ainda seja
conhecida por Casa da Áustria os seus diversos representantes régios alastram-se
por uma copiosidade de tronos, inclusive o brasileiro com a imperatriz Maria
Leopoldina. Consequentemente, parece que a palavra ‘’ Áustria ‘’ é apenas um
pseudônimo para Europa o que é por si só uma honraria.
Em
compensação, ninguém poderá reivindicar para si os renomados gênios austríacos
cujas contribuições inovaram as mais diversas áreas. Considerando a importância
de Sigmund Freud para a psicologia, Wolfgang Mozart para a música clássica e
Maria Teresa para a política.
A propósito, a Áustria tem até a própria rainha trágica que a posteridade imortalizaria, vide Maria Antonieta curiosamente austríaca de nascença, dado o prestígio em vida, porém sobretudo em morte que Elizabeth da Baviera, nascida em Munique, adquiriria ao transferir-se para Viena onde reinaria como imperatriz sob a ilustre alcunha de Sissi.
Link para conferir Ópera de Gelo, o meu romance histórico.
Link para conocer Ópera de Hielo, la traducción al español de mi novela histórica.


Parabéns, um país de grande história! Até hoje me lembro dos clássicos filmes de Romy Schneider
ResponderExcluirObrigado, é um prazer revisitar em pensamento uma nação tão imponente!
ExcluirBelas fotos para belas palavras!
ResponderExcluir❤️
ExcluirUma maneira poética de apresentar um país que merece ser mais descoberto pelos brasileiros!
ResponderExcluirConcordo é um país que tem muito a apresentar!
ExcluirParabéns, escritora!
ResponderExcluir❤️
Excluir👏 👏 👏 👏
ResponderExcluir❤️
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